25.1.11

Perdas e Ganhos

Janeiro está sendo um mês extremamente radical, no qual tudo acontece um pouco de cada vez.

Estou de férias, viajei pra Natal com all the family (minha mãe e Pedro), e foi muito divertido ver meu docinho brincando e correndo naquelas praias lindas! Além do que senti saudades horríveis da tapioca prestígio com café, mas isso é um mero detalhe rsrsr

Viagens à parte, fui muito preocupada, porque já sabia que Ágatha não estava legal, e pedi pra minha amiga Marcella dar um pulo na minha casa enquanto estivesse viajando (passei apenas uma semana fora, mas estava muito preocupada mesmo!)

Foi doloroso, mas aconteceu. Depois de dias sofrendo, na 3a feira, dia 25/01/2011, minha gatinha faladeira partiu para o Céu dos Gatos, onde tem atum e sardinha pra todo mundo e arranhadores bem legais rsrsrs
Descanse em paz, Ágatha! Vou sentir saudades de vc... Sempre...
Parece até que ela só esperou eu chegar de viagem pra partir... Nunca vou me esquecer dela...


Ágatha, minha gata linda! Saudades eternas!!!

Bem, mesmo com toda a tristeza que eu estava sentindo, levei o corpo de Ágatha para ser cremado (o método mais higiênico, a meu ver) na mesma Clínica onde havia levado meu outro gato, e fiquei surpresa quando eles me informaram que não faziam mais esse serviço, se eu quisesse mesmo cremá-la, teria que levá-la na SUIPA.

E foi o que eu fiz. Já estava na rua mesmo, um pouco cansada, triste pacas, e querendo que aquela agonia acabasse. Chegando lá, em meio à toda latição dos cachorros e a uma romaria de gente de posse de seus bichinhos, uma senhora me informou os valores (não sócios da SUIPA pagam R$30,00, um valor até razoável, considerando as condições da instituição), e um rapaz veio pegar o corpo da Ágatha, que ainda estava na bolsinha. (Aqui cabe um momento de curiosidade mórbida: eu, como enfermeira, sei que quando o paciente morre, você prepara o corpo para entregá-lo a família, mas nunca tinha visto um corpo preparado de gato, aliás de nenhum bicho. só recebi um saquinho preto na Clínica Veterinária, e na parte de fora, na varanda, para não passar pela recepção. Eles realmente pensaram em tudo.)

Quando eu achava que o pior já tinha passado, recebi um folheto, destinado à todas as pessoas que, como eu, estavam passando por aquele momento de dor.



O pouco de força q me restava desabou ali mesmo, e eu pude sentir as lágrimas quentes descendo no rosto... Queria parar de chorar, mas simplesmente não conseguia, estava triste demais...

Não sei o que deu em mim, mas já que eu estava ali, porquê não fazer o bem? Eu com certeza iria me sentir melhor, além de estar fazendo uma boa ação.
Perguntei como fazia para adotar um bichinho, e me mandaram entrar numa salinha logo depois da entrada. Ao entrar, dei de cara com a secretária, um monte de papel pra preencher, e ela me metralhou de perguntas do tipo: porque você quer adotar? O que aconteceu com o seu outro gato? Tem tela no seu apartamento? E por aí vai...
De início achei aquilo esquisito, mas quanto mais eu ia passando o tempo ali, ia entendendo o porquê dela ter me feito todas aquelas perguntas. A quantidade de bichos abandonados é enoooorme! Enquanto eu estava lá ( e eu não fiquei muito tempo, no máximo, 1 hora) chegaram pelo menos seis cachorros (dois resgatados na rua)e três gatos. É incrível como o povo acha que bicho é como se fosse peça decorativa da casa: não gosto mais, jogo fora. Como assim???? O bichinho confia em você, se apega, sente a sua falta, e você vai lá e abandona??? Faça-me o favor!!!!

Bem, esporros à parte, depois de responder o tal questionário e preencher sei lá quantas folhas, fui dar uma olhada nas "crianças". Alguns gatos filhotes, alguns mais crescidos, alguns cães, e olha daqui e dali, acabei me apaixonando por um gato de 3 meses que estava em uma caixinha de transporte no alto, e por uma gata de 2 meses tricolor brincalhona, bagunceira e carinhosa, que estava junto com os irmãozinhos em um box. Ambos foram examinados pela veterinária antes de sair, e a veterinária me fez jurar que traria eles quando fizessem 6 meses para castrar, para evitar doenças rsrsrs.

Sendo assim, apresento aqui os mais novos "inquilinos da casa": Kami e Diana, assim batizados pelo Pedro, meu filho.



Eles ainda estão se ambientando, mas estão muito bem, e Tuca, minha cadela de 10 anos, depois de olhar para eles um tempo, me olhou com aquela cara de "você não tem jeito mesmo" rsrsrs e já está socializando numa boa.

Alegrias à parte, eu ainda estou preocupada, porque Tuca também está doente (é menos invasivo) e sei que algum dia ela também irá me deixar, mas estou tentando retardar este dia ao máximo, porque quando esse dia chegar, eu vou ficar realmente arrasada!
Dia 31 volto ao trabalho, e as coisa estão indo assim, num cara-e-coroa contínuo, num ciclo que sempre se renova, mas ao longo do caminho deixa suas marcas.

E que venha Fevereiro, porque Janeiro já deu...

Um comentário:

Camila disse...

Olha q eu tambem chorei... muito triste...
Nao consigo imaginar como tem gente q faz essas coisas com animais tao lindos q so nos amam incondicionalmente...
Nao vejo nenhum cao e gato como bicho, pra mim eles sao gente, gente q nao fala mas q sabem demostrar muito mais amor e carinho e preocupacao q muito ser humano q fala!!!
Welcome pras novas 'gatinhas' da casa heheheh.